Mais conhecido (por mim) como soco no estômago.
Perco todo o ar, as lágrimas vão formigando fazendo seu caminho, vão subindo, apertam dolorosamente o peito, parando na garganta.
Tento me recompor. Sinto o desespero olhando a cara descarnada da verdade. Então eu me dou conta, e é insuportável.
Tapo meu rosto com as mãos, meus olhos... eu não quero ver, dói demais encarar essa senhora. A verdade de repente está ali, a resposta.
Eu mal consigo suportar quando recebo tudo aquilo que pedi. Eu não mereço, é tudo que posso pensar no terror de me encontrar.
Sinto-me devastada pelo turbilhão de ondas, não tenho tempo para retomar o fôlego, uma depois da outra. Imagens, palavras, lembranças, sensações, as lacunas se esclarecem, as peças se encaixam.
E eu não entendo porque me assusto tanto toda vez que conquisto o que busquei.
Meu corpo exausto, travei mil batalhas num minuto, depois o vazio. Preenchê-lo com o cristal, agora ali solidificado, da compreensão, ou com as desconfortáveis mas conhecidas ilusões e embaraços?
A coragem e o amor que tenho bastam pra recomeçar, de novo?
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