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Carta-Poema II

Eu me perdoo. Por todas às vezes que eu disse que não ia e fui. Por todas as palavras contraditas Por todas as ações julgadas e incompre...

sábado, 29 de dezembro de 2012

Extranjera II

Cadê os meus? Sinto-me extraditada! Sinto falta da minha gente como quem tem sede. Mas estou sabendo esperar.

Sinto-me como uma estrangeira.
Sinto-me bem; conheço pessoas incríveis, faço amigos onde vou. Mas sinto falta de um relacionamento mais íntimo com as pessoas, de me sentir em casa, de ser bem-vinda... de poder ser eu mesma com a minha gente.

Quero voltar pra minha gente. Onde eu não era nem nova nem velha. Onde eu tinha para ensinar e aprender trocar, como todos os outros também.

Quando esse exílio vai acabar?
Quero ser bem-vinda, fazer parte.
Sentir-me parte.



"Já encontrei em você várias cicatrizes / Que te fizeram por aí / Mas o meu louco amor / É o seu melhor médico
Vou curar a dor da sua alma / Vou te deixar como novo / E tudo vai passar / Logo você verá o sol brilhar / Você, mais que ninguém, merece ser feliz
E ainda que você tenha sido um estrangeiro / Até no seu próprio país
Já vai ver / Como vão sarando pouco a pouco suas feridas / Já vai ver / Como vai a mesma vida / Decantar o sal que sobra do mar..."




sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Extranjera

Disseram-me que agora eu tenho que ficar com homens mais velhos, devo procurar homens mais velhos... Mas eu não quero. Não sinto a menor atração. Os poucos que me chamam a atenção já estão namorando, comprometidos, casados... Estranhamento avessos a encontros ou gays.

Os homens mais velhos são sérios, amargurados, com medo. Assim como eu.
Eles me deixam deprimida. E pensar que de agora em diante tenho que ficar com homens assim me deixa ainda mais desanimada.
Então é isso que deve fazer uma mulher madura? ... Como é triste envelhecer.

Os homens mais jovens são alegres, divertidos, cheios de vida e entusiasmo! Querem sentir tudo, viver tudo! Assim como eu.
Eles me trazem esperança e fé... Felicidade!
Não posso mais ficar com homens assim?

Já faz um bom tempo que não convivo com pessoas da minha faixa etária. Ou são jovens de até 20 anos, ou adultos com mais de 30. Então é isso, eu sou sempre velha demais ou nova demais. É sufocante!

Quando esse exílio vai acabar?
Quero ser bem-vinda novamente, fazer parte.
Sentir-me parte.


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Resgatando...

Semana passada, estava conversando com um amigo e entre outros assuntos um deles foram nossos blogs. Contei que na verdade a maioria dos meus textos não estão no Miojinho, por pura censura pessoal. No que ele me respondeu: "Porque não, Tainá??! Relaxa, ninguém vai ler mesmo!"... rsrsrsrs!

Eu já tinha vontade, mas depois desse incentivo, resolvi abrir o baú do Raul , e aos poucos revelar outros textos. Muitos são beeem antigos e outros de um passado recente. De qualquer forma, peço paciência aos meus leitores (se é que eles existem). Alguns textos já completam doze anos que foram escritos, e apesar da minha vontade inicial de mudar algumas coisas, acho importante ver minha trajetória de vida e de escrita até aqui e saber honrá-la, com todos seus erros e exageros.

Este blog nasceu em outubro de 2010, com o nome de Miojinho Literário, para a realização de uma tarefa do curso Técnico em Biblioteconomia, que eu fazia na época, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - Campus Porto Alegre. 
Já tive outros blogs, mas como não publico postagens regularmente, acabava largando de mão. Por isso, quando também larguei de mão o curso técnico, mudei o nome Literário para Estrambólico. Afinal, eu queria falar do que eu achava que devia, não apenas literatura; e como publico em um mês e outros não, isso aqui vira uma bagunça, uma estrambolice organizada! Dessa forma, pude continuar com o blog e com o estilo carpe diem.  

Sendo assim, peço também licença para usar das possibilidades tecnológicas e publicar os textos nas suas datas originais. Sempre tive uma relação singular com o tempo, por assim dizer... Será interessante para mim poder visualizar o desenrolar das minhas percepções ao passar dos anos. Ou seja, muitos textos estarão arquivados antes de 2010, antes da criação dessa página. Esses textos estarão marcadas com a tag "resgatando" e outras que se mostrem necessárias.

Para começar, em tempos de fim do mundo, escolhi o texto "A vida sempre vence", escrito em 2008 e já postado em sua data original.

Espero que relembrar essas memórias sejam momentos agradáveis e úteis para vocês.
E para mim. :)