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Carta-Poema II

Eu me perdoo. Por todas às vezes que eu disse que não ia e fui. Por todas as palavras contraditas Por todas as ações julgadas e incompre...

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Tenha muita paciência...

Não posso esconder minha decepção, com o novo livro de Mitch Albom: Tenha um pouco de fé.
O problema quando um autor, que escreveu um livro brilhante, lança outro, é que você espera que este seja no mínimo tão bom quanto e que de preferência seja melhor.
É assim com o Mitch. Um dos meus livros preferidos é As Cinco Pessoas que Você Encontra no Céu, que já li e reli muitas vezes e sempre me emociono e gosto ainda mais.
Pois bem, depois dessa obra, Mitch só vem caindo. Pelo menos no meu conceito. “Tenha um pouco de fé” é pedante e apelativo. Apesar de algumas páginas serem tocantes, é mais um livro de auto-ajuda religioso.
Foi difícil terminar a sua leitura. Eu estava me arrastando. Suas 239 páginas pareciam ter virado 500!
Claro que nenhum livro tira o posto de mais chato do clássico: O Amante de Lady Chatterley de D. H. Lawrence!
Ainda assim, dei “graças a deus” pelo livro ter chegado ao fim.


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Tenha um pouco de fé.

O início do livro “Tenha um pouco de fé” de Mitch Albom, é bem morno, e me levou a lembrar um episódio da minha infância.
Pois bem, quando era criança, lá pelos nove anos, perguntei ao pároco da igreja, que meus avós freqüentavam, quem era o pai de deus? Aquilo era muito importante pra mim e me intrigava demais. Sempre que julgava conhecer alguém inteligente, fazia essa pergunta, pensando que alguém mais esperto certamente saberia.
Eu sinceramente acreditava que ele sabia. Afinal, ele era um padre! Ele me contaria e acabaria com o mistério e a minha curiosidade; finalmente eu saberia a Verdade!
Quando o pároco, já bem idoso, inspirou lentamente, arregalei os olhos sem poder conter minha ansiedade. Mas ele fez a mesma cara de atrapalhado que todos faziam ao ouvir essa pergunta e apenas disse “não sei”, de um jeito tranqüilo, como se isso não fizesse diferença.
O tamanho da minha decepção foi imenso. Mas com certeza meu rosto me denunciou naquele instante. O pároco tentou me consolar, falando sobre a Trindade e não me lembro mais o que... Mas já não adiantava, estava desolada. Se ele, o padre, não sabia quem iria saber?!
Voltei a me sentar no banco, revoltada: “se o padre não sabe quem é o pai de deus, o que ele sabe afinal?!”.
E desde aquele dia percebi que ele era só uma pessoa comum com uma roupa diferente.

São pessoas tão confusas como nós que nos dão sermões. E isso acontece todo dia, quando ouvimos conselhos e críticas.

Faz tempo que as religiões perderam o significado pra mim. Antes de tudo, me parece um grande circo. Pessoas usando roupas diferentes das do dia a dia, ensaiando falas, caras e bocas, esperando convencer o público e vender mais entradas para o espetáculo de amanhã.   

domingo, 17 de outubro de 2010

Ainda Inspirada por Medéia...

Ser apenas um humano trilhando de acordo enquanto caminha, no desenrolar de suas experiências. Sem rótulos e manuais de auto-ajuda.
Viver sem buscar uma imagem que nos defina e sim empreitar no autoconhecimento e descobrir quem somos e o que queremos independente da visão social de “mulher moderna”.
A sociedade, sempre tão sedenta por enquadrar a mulher, seus sentimentos e ações em um padrão!
Já passou o tempo em que devemos escolher um grupo. Entrar em uma divisão. A divisão de pessoas.
É preciso nos unirmos. Cada um em seu próprio desenvolvimento e conhecimentos pessoais, com seus desejos e forma de viver únicos.
Quando o ser humano se der conta, que o que temos em comum ao outro, é a diferença, será possível nossa união, a união da raça humana.

A Verdade em si não existe, a não ser quando a pensamos assim.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Medéia

Já nas primeiras páginas da obra de Eurípedes se vê que a personagem principal, Medéia, tem personalidade, força e coragem. Meu professor de literatura, Willy Petersen, diz que esse foi o primeiro livro feminista. De fato, acredito que o enredo deve envolver, e a empatia com Medéia acontecer, com maior facilidade nas leitoras.
Certamente, Medéia não é do tipo comum de heroína, mas tão pouco me parece vilã. Apesar de conhecer feitiços e possuir poderes sobrenaturais, que a fazem se distanciar da mulher comum, ela me lembra Nietzsche, sendo demasiadamente humana nas suas paixões, no seu arrebatamento, na sua impulsividade, no seu amor, na sua ira, no seu arrependimento.
Começa aí, nessa história, o desejo feminino de viver independente, devido, nesse caso, a atual e sempre famosa, infidelidade masculina. A fuga das mulheres do amor romântico começa aqui, com uma líder nada convencional. Ainda mais se pensarmos a época em que a peça foi escrita e encenada: 400 a.C.
Vê-se que a busca de sua identidade, própria e individual, e a vontade de se livrar do estereótipo feminino, vem de uma longa caminhada.
Longa até demais! Visto que as mulheres ainda sofrem nas suas escolhas, caindo, mais cedo ou um pouco mais tarde, em um dos modelos tão divulgados de “mulher moderna”.
A tradicional mãe amorosa, que hoje, se escolhe ficar em casa para melhor cuidar dos filhos é mal vista, principalmente pelas outras mulheres, como acomodada: “Onde já se viu?! Largar tudo pra viver só pelos filhos!”. Valorizada, atualmente, é a mulher maravilha: mãe dedicada, chefe de uma empresa ou sócia de uma organização, cuida do corpo (faz academia, pilates, yoga...), da alimentação, da casa, cozinha bem, é inteligente, independente, bem humorada, sexy, conhecedora da arte do poli dance, se sente bem disposta todas as noites. E apesar de tudo isso, ainda é feliz!!!  O_O
O que mais se ouve é: “hoje a mulher tem que fazer isso, nos dias atuais a mulher tem que ser aquilo...”.
A mulher precisa acima de tudo se livrar de qualquer papel e Medéia nos mostra que não é de hoje.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Saudade de Ramsés...

Terminei de ler a série “Ramsés” de Cristian Jacq, num sábado chuvoso e cinzento.
Com dores de cabeça e outras provenientes do reumatismo, além de uma estranha sensação na alma, só me resta sonhar com a luz do sol sobre a acácia na qual Ramsés partiu para o Além com o doce perfume de suas flores e a paz que deve, ou que devia emanar daquele país.
Que sonho lindo conhecer o Egito... Sentir na pele o calor do sol, o perfume das flores, avistar o espelho de água do Nilo, repousar sobre a terra amada dos deuses...
Permaneço serena, pois possuo o dom de sonhar. E do que mais se concretiza a realidade se não através dos sonhos?
11/09/2010.

 
Como sempre acontece quando leio uma história tão marcante como essa, que me faz conviver em duas dimensões, preciso de mais ou menos um mês para conseguir assimilar, ler um novo livro.
É eu me apego às boas personagens como grandes amigos, aos quais sempre posso recorrer. Essa é a mágica da leitura!


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Ramsés

O que posso dizer sobre a série “Ramsés” de Christian Jacq? Eu simplesmente me apaixonei! Pela história, o enredo e as personagens.
Fazia muito tempo que queria ler essa série. Até que no final do ano passado, a vi, completa, na biblioteca que mais freqüento hoje em dia: a Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães (localizada na Av. Érico Veríssimo, 307 – Bairro Menino Deus – Porto Alegre. Telefone: (51) 32898078.).
Como a biblioteca tinha fechado para reformas e a mudança para o sistema informatizado Pergamum, fiquei mega ansiosa e acabei comprando o 1º volume da série, em formato pocket, antes que eu tivesse um treco. o_O
Quando a Biblioteca reabriu, quase no meio do ano (!), pude continuar a leitura.
Bom, sou suspeita para falar, pois o Egito Antigo e seus encantos me fascinam! Esses livros entraram para o hall dos meus favoritos.
Lá pelo 3º volume as personagens já faziam parte da minha família, me alegrando, emocionando e ensinando preciosas lições. A aparição de personagens como Moisés, Menelau e Helena de Tróia e o poeta Homero, além dos inesquecíveis: Ramsés, Ameni, Setaou, Acha e Serramana, me levam a pensar o quanto sabe sobre a real história do passado esse estudioso egiptologista formado pela Universidade de Sorbonne, e criador do Instituto Ramsés, Christian Jacq?
De qualquer forma, ele fez um trabalho brilhante que deixa saudades, quando a saga chega ao fim.
Deve ser lido! Ramsés: 10 estrelas!

domingo, 10 de outubro de 2010

Iniciando...

Sou novata nessa coisa de blog... De qualquer forma, o Miojinho Literário terá minhas opiniões sobre livros e idéias que eles me levam a ter.
Espero que possamos trocar informações e dicas sobre literatura.

Vai um abraço especial a minha amiga Fabiana que me inspirou esse título e me apoiou a fazer um blog. E tambem ao meu namorado Alexander que me apoia sempre e permanece ao meu lado, mesmo nos momentos de loucura. :*

Abraços.