Tenho sempre a esperança
de que vai chegar um tempo na minha vida
em que eu vou querer ter mais tempo de vida
pra viver
Isso me encanta e me apavora
E se um dia eu estiver tão envolvida com essa vida
a ponto de não querer mais ir embora?
E se então
eu for castigada com a partida?
Mas e se esse dia nunca chegar
e eu nunca me sentir plenamente aqui?
Se esse grito de saudade continuar ecoando em mim
de mim?
Se a lembrança de terras distantes continuar apertando meu coração
e eu nunca encontrá-las aqui?
Serei uma derrotada
ou simplesmente, infeliz?
E se então eu for castigada
com uma longa vida pra viver?
Temo pelo futuro
nem ele me tranquiliza
isso me cega de várias formas
E na dúvida do que ele me reserva
não vacilo
e agora mesmo me castigo.
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sexta-feira, 22 de agosto de 2014
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
O que meu pai me ensinou
Meu pai me ensinou que cada pessoa é única e insubstituível.
Eu aprendi a ter esperanças no futuro e que a vida é uma sequência de surpresas... nunca se sabe o que pode acontecer.
Meu pai me ensinou que a verdadeira presença está no quanto se é lembrado.
Eu aprendi que o vazio faz parte do inteiro, que cada lacuna tem sua função.
Meu pai me ensinou a usar a imaginação.
Eu aprendi a criar todos os recursos de que preciso, a me alimentar das histórias. Aprendi que eu podia ser qualquer coisa e que ele podia ser qualquer pessoa.
Meu pai me ensinou as inúmeras facetas do bom humor.
Eu aprendi a driblar os estranhos com sorrisos, me defender com escudos de sarcasmo à aproximação do perigo e a valorizar imensamente as calorosas risadas de alegria.
Meu pai me ensinou a esperar.
Eu aprendi a ser paciente e observar com cautela antes de agir ou escolher. Aprendi a ouvir minha intuição e a mergulhar com profundidade na escuridão.
Meu pai me ensinou o que significa ser forte.
Eu aprendi a ser resiliente. Descobri na morte a insuperável força da vida. Aprendi a morrer e a lutar, a morder e conquistar, a arranhar e gritar, a buscar e a sangrar. Conheci meus limites e minha fúria. Aprendi a levantar.
Meu pai me ensinou que a distância é relativa.
Eu aprendi a agradecer. Desapareceu num golpe de mestre esquentando a fornalha onde, quem sou, foi forjada.
Meu pai me deu papel, tinta e pena.
Eu aprendi a escrever. Ele me deu à vida, e desde aquele instante venho escrevendo minha melhor história.
Ao meu pai, por me brindar com sua ausência e me permitir vivenciar essa existência com tamanha intensidade.
Eu aprendi a ter esperanças no futuro e que a vida é uma sequência de surpresas... nunca se sabe o que pode acontecer.
Meu pai me ensinou que a verdadeira presença está no quanto se é lembrado.
Eu aprendi que o vazio faz parte do inteiro, que cada lacuna tem sua função.
Meu pai me ensinou a usar a imaginação.
Eu aprendi a criar todos os recursos de que preciso, a me alimentar das histórias. Aprendi que eu podia ser qualquer coisa e que ele podia ser qualquer pessoa.
Meu pai me ensinou as inúmeras facetas do bom humor.
Eu aprendi a driblar os estranhos com sorrisos, me defender com escudos de sarcasmo à aproximação do perigo e a valorizar imensamente as calorosas risadas de alegria.
Meu pai me ensinou a esperar.
Eu aprendi a ser paciente e observar com cautela antes de agir ou escolher. Aprendi a ouvir minha intuição e a mergulhar com profundidade na escuridão.
Meu pai me ensinou o que significa ser forte.
Eu aprendi a ser resiliente. Descobri na morte a insuperável força da vida. Aprendi a morrer e a lutar, a morder e conquistar, a arranhar e gritar, a buscar e a sangrar. Conheci meus limites e minha fúria. Aprendi a levantar.
Meu pai me ensinou que a distância é relativa.
Eu aprendi a agradecer. Desapareceu num golpe de mestre esquentando a fornalha onde, quem sou, foi forjada.
Meu pai me deu papel, tinta e pena.
Eu aprendi a escrever. Ele me deu à vida, e desde aquele instante venho escrevendo minha melhor história.
Ao meu pai, por me brindar com sua ausência e me permitir vivenciar essa existência com tamanha intensidade.
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