Achei que se pesquisasse muito eu entenderia mais sobre o assunto, que saberia identificar o que sinto ou o que vivo.
Achava mesmo que estava aprendendo alguma coisa.
No fundo esses textos só me deixavam mais confusa.
Ficava questionando a categoria dos meus sentimentos e o dos outros também, e com isso eu me perguntava o quanto realmente estava vivendo o amor, ou a paixão, etc.
Mais uma das coisas que tentamos controlar e categorizar, mas sabe, hoje leio esses textos e sei que tudo isso é lixo. Desculpa aí, mas é lixo. Nada pessoal.
O amor não segue nenhuma regra. Nenhuma.
"Ai, isso não é amor, é outra coisa"... Quem sabe?
Quem realmente pode dizer o que é ou não amor? Quem tem tanta autoridade?
O máximo que se pode fazer é dizer o que funcionou para aquela pessoa naquela situação.
E o que funciona ou não, o que você precisa entender, será aprendido na prática.
Bons textos ajudam a saber quem se é, mas nenhum te prepara para a vida "de verdade", para o dia a dia, para as horas sem glamour.
Amando eu tenho aprendido a viver um dia de cada vez, a perdoar, a observar, a silenciar, a me comunicar honestamente.
Tenho conseguido sair do meu turbilhão interno e reconhecer o que é sacrifício e comprometimento.
Eu tenho me arriscado a me descobrir nos outros e através deles.
Talvez isso continue funcionando, talvez não.
Estou consciente de que não há uma cartilha a seguir ou nomes com os quais definir.
As pessoas sentem o que sentem e deviam respeitar mais isso.
Enquanto se analisa, não se vivencia. E tempo é artigo de luxo.
Melhor usá-lo amando, seja lá o que isso for.
