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Carta-Poema II

Eu me perdoo. Por todas às vezes que eu disse que não ia e fui. Por todas as palavras contraditas Por todas as ações julgadas e incompre...

sábado, 19 de julho de 2008

A vida sempre vence!

Não importa o que façamos, ou o quanto insanamente continuamos nossa história no planeta. A vida sempre vence, com ou sem nós, humanos.

Somos hóspedes, como qualquer outro animal. A anfitriã é a vida. A força da vida. Essa força não vê obstáculos e o tempo é seu aliado. A vida é maior!

A vida não precisa de nossa aprovação. Pra ela não importa se julgamos impossível existir vida sem oxigênio, água ou camada de ozônio... A vida, tão experiente, não se importa com a superestima que temos sobre nossa parca sabedoria.

Afinal, o que sabemos sobre criação?
Se os mais necessários recursos são finitos, o que nos faz pensar que somos dominantes?

Dominante é o mistério da criação que tudo sabe. E sempre vence!





quarta-feira, 29 de junho de 2005

Triste Entardecer

Tarde ensolarada. A família de passarinhos continuam a cantar alegremente. Os filhotes no ninho, aprendendo a voar, e o pai, Seu Sebinho, e a mãe, Dona Sebinha, passam as horas à procurar comida aos filhotes.

Depois de muitas horas, Seu Sebinho pára pra descansar em cima de um telhado. Mas não sabe ele que pelas redondezas há um novo gatuno, conhecido pela sua malandragem; um gato, rajado de cinza, veloz e cheio de destreza. Que por infeliz coincidência estava no mesmo telhado.

O gato balança o rabo rapidamente, para lá e para cá, indo e vindo, enquanto suas patas se mexem impacientemente e todo seu corpo está preparado para o bote. O passarinho, do seu lado, limpa e ajeita sua asa esquerda, quando sente de repente unhas a lhe furarem a pequena barriguinha. Sentindo-se em perigo real, tenta voar, mas é arremessado contra o telhado, agora, de repouso, transformado em dura pedra. Sente-se arremessado para cima uma infinidade de vezes, e sente unhas em todo o seu corpinho.

O gatuno teve sua brincadeira, seu divertimento, e volta pra casa comer sua ração sabor peixe.
Enquanto na família do sebinho, há uma Dona a esperá-lo à noite eternamente.