Penso, às vezes, que nunca terei paz.
Meu passado me assombra.
Uma cicatriz que me entrega,
me delata.
Jamais serei feliz
uma voz da infância me diz:
ninguém nunca te quis
e o pior é não conseguir
duvidar dessa verdade
não conseguir calar
os sussurros da memória.
Uma prisioneira na teia do destino
formada pelas linhas das Moiras
em minha mente.
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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Tempos Loucos
Hoje faz um mês que me mudei. Eu sinto medo de um futuro ruim. Sinto saudades nem sei de quê. O mundo anda de cabeça pra baixo. Tirania, violência, corrupção, greves, protestos, homofobia, sexismo... A cidade está um caos. É provável que seja assim neste ano de Copa e Eleições. Sinto-me cansada e triste.
Toda confusão lá fora reflete e alimenta minha confusão interna, e vice e versa. Na verdade, eu andava muito, muito feliz, capaz de enxergar na vida, na minha vida uma beleza ofuscante, arrebatadora! Mas tudo pra mim acontece muito rápido. As coisas mudam velozmente e ultimamente eu tenho tentado curtir os acontecimentos um pouco mais, mas tudo ainda acontece muito rápido. E eu espero que seja assim. E quando não é, sinto minha esperança se esvaindo, atrás de uma paciência que há muito já foi embora.
Eu mal consigo esperar que tudo aconteça. Uma fome que parcamente esconde meu medo de não vivenciar essa vida de forma suficiente. Temo não conseguir caminhar, ficar parada no caminho, então saio em disparada. Percebo minha respiração acelerando, tudo vai passando como um borrão, vou perdendo as forças, sem conseguir lembrar pra onde estou indo, sem enxergar direito onde vou. Tenho informações suficientes pra saber que eu deveria diminuir o passo; eu devia controlar meu impulso louco de correr e correr, buscando (às vezes fugindo de) uma saída. Mas ninguém pode correr sempre. Talvez o cara do Forrest Gump.
Não acredito que correr seja uma boa solução. Mas é a que eu conheço. E que em muitas vezes salvou minha alma ferida. Eu quero aprender coisas novas, quero cuidar de mim mesma, poder olhar minhas escolhas com atenção antes que a vida me obrigue a isso. Mas velhos hábitos são difíceis de mudar. Além de perseverança, eles levam tempo. Todo o tempo que me angustio em perder. E quanto, quanto tempo mais leva pra curar tudo? Quanto tempo mais pra ser uma boa pessoa? Quanto tempo até aprender a caminhar e apreciar a paisagem? Quanto tempo mais até eu me amar? Quanto tempo eu ainda tenho?
Dá tempo?
Toda confusão lá fora reflete e alimenta minha confusão interna, e vice e versa. Na verdade, eu andava muito, muito feliz, capaz de enxergar na vida, na minha vida uma beleza ofuscante, arrebatadora! Mas tudo pra mim acontece muito rápido. As coisas mudam velozmente e ultimamente eu tenho tentado curtir os acontecimentos um pouco mais, mas tudo ainda acontece muito rápido. E eu espero que seja assim. E quando não é, sinto minha esperança se esvaindo, atrás de uma paciência que há muito já foi embora.
Eu mal consigo esperar que tudo aconteça. Uma fome que parcamente esconde meu medo de não vivenciar essa vida de forma suficiente. Temo não conseguir caminhar, ficar parada no caminho, então saio em disparada. Percebo minha respiração acelerando, tudo vai passando como um borrão, vou perdendo as forças, sem conseguir lembrar pra onde estou indo, sem enxergar direito onde vou. Tenho informações suficientes pra saber que eu deveria diminuir o passo; eu devia controlar meu impulso louco de correr e correr, buscando (às vezes fugindo de) uma saída. Mas ninguém pode correr sempre. Talvez o cara do Forrest Gump.
Não acredito que correr seja uma boa solução. Mas é a que eu conheço. E que em muitas vezes salvou minha alma ferida. Eu quero aprender coisas novas, quero cuidar de mim mesma, poder olhar minhas escolhas com atenção antes que a vida me obrigue a isso. Mas velhos hábitos são difíceis de mudar. Além de perseverança, eles levam tempo. Todo o tempo que me angustio em perder. E quanto, quanto tempo mais leva pra curar tudo? Quanto tempo mais pra ser uma boa pessoa? Quanto tempo até aprender a caminhar e apreciar a paisagem? Quanto tempo mais até eu me amar? Quanto tempo eu ainda tenho?
Dá tempo?
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