Penso, às vezes, que nunca terei paz.
Meu passado me assombra.
Uma cicatriz que me entrega,
me delata.
Jamais serei feliz
uma voz da infância me diz:
ninguém nunca te quis
e o pior é não conseguir
duvidar dessa verdade
não conseguir calar
os sussurros da memória.
Uma prisioneira na teia do destino
formada pelas linhas das Moiras
em minha mente.

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