Há duas semanas que eu penava em ler um livrinho fino. Quem diria!
Escolhi um lugar calmo, ao ar livre; um cantinho perto da saída dos fundos do Instituto; um bom lugar. Instalei-me confortavelmente, e me resignei a ler o livro, sem me levar por distrações!
Escolhi um lugar calmo, ao ar livre; um cantinho perto da saída dos fundos do Instituto; um bom lugar. Instalei-me confortavelmente, e me resignei a ler o livro, sem me levar por distrações!
Passou-se um tempo de sucesso na tarefa. Então ouvi a porta abrir. Seja lá quem tivesse saído, devia ter ficado parado, observando-me. Eu podia sentir, alguém me olhava intensamente! Decidi que manteria os olhos no pequeno livro, embora minha leitura já estivesse prejudicada. Comecei a mover os pés, inquieta com a insistência do observador. Eu estava decidida: não iria olhar! Nisso minha mente teve um lapso de calmaria e por ela passou uma imagem fugaz, seguida de um rápido pensamento: não seria muito louco se meu observador fosse ele?
Fosse quem fosse, finalmente desistiu e com passos rápidos se afastou.
Fosse quem fosse, finalmente desistiu e com passos rápidos se afastou.
O livro caiu no meu colo e minha respiração parou alguns segundos quando ergui os olhos e o vi se afastando. Era ele! Decididamente, minha leitura foi comprometida!
Não era ilusão afinal, de fato eu vi a cena toda com minha visão sutil! Era ele que me observava tão fortemente, tão calorosamente; era ele que esperava minha permissão e iniciativa para a conversa, aproximação talvez...
Posso sentir o olhar dele me queimando, me perscrutando... então eu sinto medo do que ele pode ver.
Ardente, um prazer quase doloroso. Meu corpo todo se dilata num desejo silencioso. Como eu quero esse homem! Minha desconcentração tem nome. Nome de anjo, mas ele é um diabo do amor.
Quando me olha de canto, tudo que eu posso é ser sua.
Eu só quero esse olhar, me queimando, mais e mais! Seus olhos me fitam em sonhos e não posso mais conter ou fingir.
Ardente, um prazer quase doloroso. Meu corpo todo se dilata num desejo silencioso. Como eu quero esse homem! Minha desconcentração tem nome. Nome de anjo, mas ele é um diabo do amor.
Quando me olha de canto, tudo que eu posso é ser sua.
Eu só quero esse olhar, me queimando, mais e mais! Seus olhos me fitam em sonhos e não posso mais conter ou fingir.
Quando me olha de cima, tudo que eu quero é me submeter.
Quando seus olhos brilham maliciosamente, posso sentir o fogo lambendo minha pele.
Que loucura, meu deus, que loucura!
Quando seus olhos brilham maliciosamente, posso sentir o fogo lambendo minha pele.
Que loucura, meu deus, que loucura!
Todo tempo que neguei essa atração arrebatadora, deu em nada.
Mantive a mente silenciosa, enquanto os acontecimentos me aproximavam, me induziam. Até pareciam golpes de sorte. Ou de azar.
Continuarei deixando que os acontecimentos me auxiliem, me surpreendam; deixarei meus sentimentos expostos; disponível ficarei ao fogo. Que ele me consuma, me devore.
Inteira.