Eu renuncio à minha inocência.
Eu os odeio com todas as minhas forças
Espero que vocês morram, lentamente.
Eu desejo o sangue, porque já cansei da mesmice
Porque eu sempre soube que o meu destino é um só.
E eu que sou tão pequena e tão fraca
Não posso permitir que a morte venha aos poucos.
Não sou covarde, apenas infeliz
A dor não me assusta, assusta a possibilidade de voltar
Assusta-me ter que vivenciar dia após dia tamanha desgraça.
Será que eu ainda não entendi?
Não tem nada aqui pra mim
Esse lugar foi feito pra que eu fosse embora.
Eu lamento que todo carinho seja assim apagado
Vou me lembrar disso pelo resto da eternidade.
Eu vou lembrar como foi quase ser amada
Acho que meu mal é a quasidade
É quase morrer, é quase viver, é quase amar, é quase.
Não posso evitar de ver o quanto sou atraente.
Ouço meu coração batendo ritmado
Ele não sabe o que se passa aqui fora?
Ele não sabe da minha vida toda?
Do meu desejo de morrer?
Ele não sabe que ouvi-lo tranquilo é um insulto à minha dor?
Ah, leviano coração! Você nunca esteve do meu lado.
Porque eu insisto tanto?
É curioso que depois de tantas marcas, a que mais doa ainda seja a deixada pelas mãos dele.
Tainá, reitero os elogios. Pareço sentir o que tu escreve e é tão forte. Como se fosse tão meu. Como se fosse a minha verdade. Doi ler e isso é bom, porque às vezes apenas doendo é que sentimos que estamos vivos.
ResponderExcluirPuxa, muito obrigada Mari!
ResponderExcluirÉ exatamente isso. Eu pensei durante uma semana antes de publicar esse texto. Cheguei a conclusão de que a beleza da verdade conforta, liberta, mesmo quando ela é sombria. Talvez a beleza de viver esteja mesmo nesse jogo de luzes e sombras... Fico feliz que tenha feito sentido pra você também! :)
"Eu lamento que todo carinho seja assim apagado
ResponderExcluirVou me lembrar disso pelo resto da eternidade.
Eu vou lembrar como foi quase ser amada
Acho que meu mal é a quasidade
É quase morrer, é quase viver, é quase amar, é quase."
Parece que tu conhece a minha história. E se a história é tua, é possível que a vida seja tão igual, se somos tão diferentes? Qual é o sentido das coisas? A dor só serve para sentirmos que estamos vivos? Delírios...
Não deixe de escrever e de publicar. Abraço.