Sinto meus lábios incharem
Ambas as bocas desabrocham,
intumescidas e abertas
Diferente do calor úmido que se concentra entre minhas
pernas
Minha garganta está seca
Angustio um beijo
Minhas mãos sentem a pele,
desenham as curvas
Nada mais posso raciocinar
Meus olhos semicerram enquanto
me inclino suplicante
Logo, seu cheiro me invade
Preenchendo-me inteira
Antevejo sua cor
E prevejo a sensação de ser possuída
Por sua presença...
Num ligeiro susto, meus olhos se abrem.
Rugem em meus
ouvidos todos os sons dessa cidade de pedra, trazendo-me de volta.
Por que
você se recusa a vir?
Outro corpo poderá saciar minha
sede de você?
Considero que talvez uma pele com semelhante matiz... Meu corpo
não perceberá se eu substituí-lo?
É isso que você quer, ser
substituído?
É isso que você tenta fazer quando a selva me traduz através dos dias quentes e nosso colorido te sufoca, conseguir esquecer meu gosto apimentado e exótico enquanto friamente engole
alguma baba insossa?

Tainá, fiquei impressionada com a tua escrita. Perturbou-me de uma maneira boa. Li outras postagens e digo o mesmo. Sentimentos a flor da pele, texto forte, chocante. Acho que só falta uma coisa para tua escrita ficar ainda melhor: o tempo! Espere passar dos trinta e ver o que escreverás. Parabéns, espero ler novas postagens em breve.
ResponderExcluirMuito obrigada! É ótimo ter um retorno, saber que de alguma forma minhas palavras alcançam as pessoas, que de fato os textos transmitem algo.
ResponderExcluirE sim, sejamos como os bons vinhos que só melhoram com o tempo! hehe! Seja sempre bem vinda!