Postagem em destaque

Carta-Poema II

Eu me perdoo. Por todas às vezes que eu disse que não ia e fui. Por todas as palavras contraditas Por todas as ações julgadas e incompre...

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Através de um Espelho

Agora entendo melhor porque as pessoas devem se mudar quando se separam.

Evidentemente é por causa das lembranças que rondam cada canto. Detalhes insignificantes, pequenas marcas que remontam cenas, que revivem momentos...

Eu pensava que em pouco tempo iria reorganizar toda a casa e os fantasmas iriam embora.
Ainda não havia me dado conta de quantas coisas eu decidi não mais enxergar, e assim não precisar arrumar nem me lembrar de nada.

Hoje notei um espelho no banheiro.
O primeiro que compramos para a casa. Eu nem me lembrava dele, mas ele estava ali, completamente visível... como eu pude não ver?!
Há muito não o usava mais, mas ele permanecia no mesmo lugar onde antigamente seu dono se barbeava.
Desfiz-me do espelho.
E o banheiro de repente se tornou maior! De repente eu o enxergo todo e todo espaço se tornou meu!
Sim, me senti mais leve!
Assim, aos poucos vou reconquistando minha casa, enchendo-a apenas de mim.

Há muitos lugares nessa pequena casa que ainda não enxergo... mas sei agora que aos poucos vou desvendando-a.

Afinal, acredito que nada de verdadeiramente bom acontece da noite para o dia. Nem o amor, nem o desamor.





Nenhum comentário:

Postar um comentário