Quando terminei de ler Lua Nova, fiquei cismada com a recusa da personagem Bella, ao pedido de casamento do seu namorado Edward.
Afinal ela queria virar vampira para poder passar a eternidade junto dele, então casar não devia ser grande problema.
No livro Eclipse a personagem discorre mais sobre o fato e suas percepções sobre tal. E me vi concordando totalmente com ela. Depois me lembrei, um tanto envergonhada, que critiquei sua atitude e até comentei sobre isso!... Logo eu! Que também tenho horror ao assunto!
Nesse volume percebi uma preocupação em assinalar as diferenças de épocas.
Em um trecho Rosalie, a irmã adotada de Edward, conta sua história, sua vida antes de se transformar em vampira.
O que mais chamou minha atenção foi ela descrever a vida do inicio do séc.XX como uma vida mais simples.
Não conseguia parar de pensar nisso.
Uma vida mais simples... uma vida onde tudo o que você devia fazer já estava determinado. A mulher sabia todos os passos que devia dar. O que esperavam dela e o que ela devia esperar de si mesma.
É, talvez fosse mesmo mais simples. Não ter de trabalhar, nem estudar, nem escolher uma carreira para seguir e muito menos se preocupar em ser "mulher-maravilha" (resolvendo tudo e ainda sendo irresistivelmente sexy). Poder ser frágil e dependente. Talvez fosse mesmo bom!
Mas é claro que se a mulher quisesse fazer alguma coisa fora do roteiro, seria um inferno!
Não, não trocaria meu direito de escolha por uma vida mais simples ou mais fácil!
Em compensação me pego nos pensamentos de Bella, sobre as reações que um casamento entre jovens provocaria nos tempos atuais: as fofocas, as especulações em torno de uma gravidez, a vergonha dos pais, a decepção... afinal você tinha toda uma vida pela frente e resolve jogar tudo fora... resolve sair do roteiro...
Então...
Então talvez a mulher ainda não tenha alcançado seu direito de escolha. Talvez nós continuemos a ter todos nossos passos predeterminados.
O que mudou não foi nosso direito, foi apenas o roteiro. Mudou apenas o que é considerado mais adequado para nós.
E exatamente como nossas antecedentes não nos damos conta.
Na verdade fazemos parte dessa corrente e temos os conceitos tão arraigados que essa ideia passa a ser exatamente aquilo que queremos e que achamos correto.
Mas será que é isso mesmo que eu acho certo? Independente da força social sobre mim, como mulher, o que é mesmo que eu quero?
Talvez seja essa a sina de Bella. Talvez seja a minha também.
Visualizo uma vida simples que me agrada. Uma vida em que as mulheres tenham direito de escolha.
Inclusive o de repensar sobre o mesmo.
Postagem em destaque
Carta-Poema II
Eu me perdoo. Por todas às vezes que eu disse que não ia e fui. Por todas as palavras contraditas Por todas as ações julgadas e incompre...
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
sábado, 17 de setembro de 2011
A Árvore Da Vida
Miojinho Cinematográfico relata:
A Árvore Da Vida.
Com Brad Pitt (que também participou da produção) e Sean Penn.
Escrito e dirigido por Terrence Malick.
Tem que ter disposição!
O filme me deixou dividida, ainda não sei se gostei ou não.
De uma coisa tenho certeza, é muito cansativo!
Não apenas por ser longo mas por ser denso.
A história retrata a antiga comparação entre paternidade e divindade; como as atitudes de um pai com seus filhos se assemelha a de deus com sua criação.
A fotografia e trilha sonora são excelentes, e sem dúvida são eles os grandes protagonistas do longa.
Sempre presto muita atenção em filmes que aparecem pais e filhos para ver se escolheram atores que realmente se parecem. Para mim, esse é um detalhe que faz a diferença!
E nesse, achei a escolha dos atores mirins ótima! Aliás, fiquei em dúvida se um dos meninos não é mesmo um dos "trezentos" filhos que o Brad Pitt tem!
Enfim, acho que vale a pena ver. Você só precisa estar disposto e descansado.
Para arrematar deixo a declaração que Sean Penn fez ao jornal francês Le Figaro:
"Eu não consigo encontrar no longa toda emoção do roteiro, que é um dos mais maravilhosos que já li na minha vida. Uma narrativa mais clara e convencional teria ajudado o filme sem, na minha opinião, diminuir sua beleza ou impacto. Francamente, ainda estou tentando descobrir o que eu estou fazendo lá e o que eu deveria adicionar naquele contexto! E mais, o Terry nunca conseguiu me explicar claramente. É um filme que eu recomendo contanto que a pessoa vá sem preconceitos. Cada um tem que achar uma conexão emocional ou espiritual. Aqueles que conseguem geralmente saem do cinema muito tocados".
Na verdade, o Sean já tinha me dito isso enquanto a gente mateava! :D
A Árvore Da Vida.
Com Brad Pitt (que também participou da produção) e Sean Penn.
Escrito e dirigido por Terrence Malick.
Tem que ter disposição!
O filme me deixou dividida, ainda não sei se gostei ou não.
De uma coisa tenho certeza, é muito cansativo!
Não apenas por ser longo mas por ser denso.
A história retrata a antiga comparação entre paternidade e divindade; como as atitudes de um pai com seus filhos se assemelha a de deus com sua criação.
A fotografia e trilha sonora são excelentes, e sem dúvida são eles os grandes protagonistas do longa.
Sempre presto muita atenção em filmes que aparecem pais e filhos para ver se escolheram atores que realmente se parecem. Para mim, esse é um detalhe que faz a diferença!
E nesse, achei a escolha dos atores mirins ótima! Aliás, fiquei em dúvida se um dos meninos não é mesmo um dos "trezentos" filhos que o Brad Pitt tem!
Enfim, acho que vale a pena ver. Você só precisa estar disposto e descansado.
Para arrematar deixo a declaração que Sean Penn fez ao jornal francês Le Figaro:
"Eu não consigo encontrar no longa toda emoção do roteiro, que é um dos mais maravilhosos que já li na minha vida. Uma narrativa mais clara e convencional teria ajudado o filme sem, na minha opinião, diminuir sua beleza ou impacto. Francamente, ainda estou tentando descobrir o que eu estou fazendo lá e o que eu deveria adicionar naquele contexto! E mais, o Terry nunca conseguiu me explicar claramente. É um filme que eu recomendo contanto que a pessoa vá sem preconceitos. Cada um tem que achar uma conexão emocional ou espiritual. Aqueles que conseguem geralmente saem do cinema muito tocados".
Na verdade, o Sean já tinha me dito isso enquanto a gente mateava! :D
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