Essa individualidade ocorre porque cada ser humano nasce em uma determinada época, com determinadas influências religiosas, econômicas, culturais, sociais e familiares, diferentes. E mesmo dentro do núcleo familiar, pode-se distinguir diferenças entre irmãos, por exemplo. Porque além das influências externas, cada um cria e recria durante sua existência, formas de interpretar e assimilar a realidade à sua volta, bem como administrar seus pensamentos e emoções. Assim, cada pessoa desenvolve naturalmente um estilo próprio de ser e atuar no mundo.
Pode-se somar a isso, aspirações, sonhos e desejos; os ídolos, que, em algum grau, reconhecemos aquilo que somos e quem ainda queremos nos tornar. Em cada imitação que tentamos reproduzir, expressamos toda aquela carga de informações e conhecimentos internos e externos, que nos torna únicos, e por fim, acabamos produzindo um novo resultado, recriando nosso próprio estilo, somando a ele referências.
Portanto, ter um estilo é, antes de mais nada, aceitar a si mesmo. Todos os outros aí já estão, e mesmo que se tente ser como a atriz badalada da atual novela ou o antigo astro do rock'n'roll, ou até mesmo o excelente médico (professor, dançarino...) que seu pai é ou um dia foi, não há como fugir de si mesmo.
Ter estilo é aceitar sua história, seu percurso, e reconhecer que apenas você é capaz de fazer o que faz da forma como faz. Ter estilo é ter a certeza e a tranquilidade de ser e estar no mundo.
Imagem: Clipart.
Disponível: <https://openclipart.org/detail/191620/define-tu-estilo-2>. Acessado em abr. 2017.

