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Carta-Poema II

Eu me perdoo. Por todas às vezes que eu disse que não ia e fui. Por todas as palavras contraditas Por todas as ações julgadas e incompre...

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Marcas

Eu renuncio à minha inocência.
Eu os odeio com todas as minhas forças
Espero que vocês morram, lentamente.

Eu desejo o sangue, porque já cansei da mesmice
Porque eu sempre soube que o meu destino é um só.

E eu que sou tão pequena e tão fraca
Não posso permitir que a morte venha aos poucos.

Não sou covarde, apenas infeliz
A dor não me assusta, assusta a possibilidade de voltar
Assusta-me ter que vivenciar dia após dia tamanha desgraça.

Será que eu ainda não entendi?
Não tem nada aqui pra mim
Esse lugar foi feito pra que eu fosse embora.

Eu lamento que todo carinho seja assim apagado
Vou me lembrar disso pelo resto da eternidade.
Eu vou lembrar como foi quase ser amada
Acho que meu mal é a quasidade
É quase morrer, é quase viver, é quase amar, é quase.

Não posso evitar de ver o quanto sou atraente.
Ouço meu coração batendo ritmado
Ele não sabe o que se passa aqui fora?
Ele não sabe da minha vida toda?
Do meu desejo de morrer?
Ele não sabe que ouvi-lo tranquilo é um insulto à minha dor?
Ah, leviano coração! Você nunca esteve do meu lado.
Porque eu insisto tanto?

É curioso que depois de tantas marcas, a que mais doa ainda seja a deixada pelas mãos dele.




domingo, 8 de dezembro de 2013

Realidade Paralela

Você me ensinaria a gostar do frio
Eu te ensinaria a gostar do calor

Você me ensinaria a lidar com as imagens
Eu te ensinaria a lidar com as palavras

Eu te mostraria o som, o grito
Demonstraria a explosão

Você me mostraria o silêncio, o sussurro
Demonstraria a paz

Juntos, nós aprenderíamos quais são os objetivos que realmente importam

Eu iria interferir na sua vida
Totalmente
E você iria adorar.


E não importa o que eu diga quando começar a te odiar:
Eu gosto muito de você.