Porque de agora em diante eu só te escrevo o estritamente necessário
Portanto é estritamente necessário dizer que seu gosto está na minha boca
É estritamente necessário dizer que estou confusa e com medo, que quero partir e ficar... ao mesmo tempo
e que isso fere a lei da não-contradição!
É estritamente necessário contar o quanto seu sorriso me alegra. Sua presença me enche de paz e assombro
Lei da não-contradição!
É estritamente necessário ressaltar que irei me comportar essa semana e só te escreverei o estritamente necessário!
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Carta-Poema II
Eu me perdoo. Por todas às vezes que eu disse que não ia e fui. Por todas as palavras contraditas Por todas as ações julgadas e incompre...
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Guerreira
Sou uma guerreira e só conheço a paz no meio da guerra. Conheço-me tão bem que às vezes preferiria não conhecer, e por isso também às vezes me engano tanto. Reconheço em mim mesma toda amargura e sede de sangue que traça a história da humanidade. Reconheço-me em toda história de amor e sacrifício também. Vislumbro toda doçura e encanto, esses que me metem mais medo que a própria guerra.
Todo soldado festeja a guerra porque sabe que terá lugar, utilidade, esse é seu chão, seu costume. Para ele a doçura fere mais que a espada. E eu reconheço em mim toda essa dor, clamando por crueldade; clamando por algo com que saiba lidar. Porque a beleza e a paz me confundem; sinto-me fraca e vulnerável. E então, eu sinto a vida, em toda sua cor, na carne exposta... minha alma se dilata dolorosamente, sinto que não terei forças para suportar tamanha sutileza e clamo por batalha.
O cheiro enferrujado de sangue é ao que estou acostumada. O cheiro das flores me encantam num primeiro momento, para logo me derrubar. Quando dou por mim, qualquer inseto me pisa. O amor me torna tão mansa que sinto vergonha. Que seja ego! Tudo que eu sei é sobre a frieza das batalhas. Tudo o que conheço é quanto sou ferida quando abro a guarda. Toda regra se resume em "era eu ou ele".
Por que vivo pedindo por situações com as quais não vou saber lidar?
Dizem que escolhi essa vida. E se foi assim, essa foi mais uma escolha precipitada. Precipitada não, mas mal pensada talvez. Eu até faço as escolhas com clareza, mas depois, chegada a hora, me dou conta da armadilha que armei para mim mesma. Achava que agiria melhor quando chegasse a hora. Achei que teria maturidade suficiente, mas não tenho.
O amor me apavora!
Todo soldado festeja a guerra porque sabe que terá lugar, utilidade, esse é seu chão, seu costume. Para ele a doçura fere mais que a espada. E eu reconheço em mim toda essa dor, clamando por crueldade; clamando por algo com que saiba lidar. Porque a beleza e a paz me confundem; sinto-me fraca e vulnerável. E então, eu sinto a vida, em toda sua cor, na carne exposta... minha alma se dilata dolorosamente, sinto que não terei forças para suportar tamanha sutileza e clamo por batalha.
O cheiro enferrujado de sangue é ao que estou acostumada. O cheiro das flores me encantam num primeiro momento, para logo me derrubar. Quando dou por mim, qualquer inseto me pisa. O amor me torna tão mansa que sinto vergonha. Que seja ego! Tudo que eu sei é sobre a frieza das batalhas. Tudo o que conheço é quanto sou ferida quando abro a guarda. Toda regra se resume em "era eu ou ele".
Por que vivo pedindo por situações com as quais não vou saber lidar?
Dizem que escolhi essa vida. E se foi assim, essa foi mais uma escolha precipitada. Precipitada não, mas mal pensada talvez. Eu até faço as escolhas com clareza, mas depois, chegada a hora, me dou conta da armadilha que armei para mim mesma. Achava que agiria melhor quando chegasse a hora. Achei que teria maturidade suficiente, mas não tenho.
O amor me apavora!
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