Hoje cheguei a conclusão de que, por mais atraente que alguns possam ser, não tenho mais paciência com moleques. Os garotões, jovens e bobos, já não me divertem tanto. Cuidar de crianças é cansativo.
Claro que isso não me impede de acabar nos braços de algum deles, mas cria uma linha visível que separa o que é apenas diversão, de um possível envolvimento real.
Já criei uma criança, e isso me custou alegria, tempo e esperança. Não cometerei o mesmo erro duas vezes. Prefiro cometer erros novos.
Hoje prefiro dividir minhas dores com alguém que também tenha dores para contar.
Quero vivenciar o medo tangível de se abrir e confiar um no outro. A dúvida e o desejo que pairam, enquanto cautelosa e simultaneamente se observam dois animais feridos.
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Carta-Poema II
Eu me perdoo. Por todas às vezes que eu disse que não ia e fui. Por todas as palavras contraditas Por todas as ações julgadas e incompre...
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Mestres
Sempre me parece que os professores tem um tipo de prazer em constatar que os alunos não atingiram as notas máximas.
Poderia soar como sadismo e talvez algumas vezes de fato seja, mas não me refiro a esses, e sim àqueles que mesmo sendo bons professores sentem um prazer íntimo e secreto em perceber que o aluno não é tão bom assim; não tão bom a ponto de colocar em risco o próprio professor.
Acho que nenhum professor quer ser ultrapassado por seu aluno. Nenhum professor ensina tudo o que sabe, e nem deveria. Assim como um mestre não ensina e nem deve ensinar todos seus truques e golpes, mesmo ao melhor discípulo. Talvez muito menos a esse.
É claro que o professor quer que seus alunos aprendam. Isso afeta seu próprio sucesso como professor, sua própria estima e bem estar. Afinal, se nenhum aluno aprendesse, o problema seria com ele.
A questão é que sim, que os alunos aprendam, mas não tão bem a ponto de ameaçar seu status de mestre, de superioridade intelectual (ou de habilidade, destreza ou prática).
Pouquíssimos mestres abandonam o orgulho. Pouquíssimos mestres não se preocupam mais em ser ou não ameaçados por seus brilhantes alunos. Apenas se dedicam e tentam ensinar o melhor que podem. Toda ameaça simplesmente perde a razão de ser. Eles não temem mais perder o status porque já não dependem dele.
Ironicamente, são esses os mestres que permanecem inalcançáveis aos seus discípulos. São esses professores que realmente se tornam insubstituíveis.
Não é incrível que só quando a gente para de tentar ser, é que de fato se é?
Poderia soar como sadismo e talvez algumas vezes de fato seja, mas não me refiro a esses, e sim àqueles que mesmo sendo bons professores sentem um prazer íntimo e secreto em perceber que o aluno não é tão bom assim; não tão bom a ponto de colocar em risco o próprio professor.
Acho que nenhum professor quer ser ultrapassado por seu aluno. Nenhum professor ensina tudo o que sabe, e nem deveria. Assim como um mestre não ensina e nem deve ensinar todos seus truques e golpes, mesmo ao melhor discípulo. Talvez muito menos a esse.
É claro que o professor quer que seus alunos aprendam. Isso afeta seu próprio sucesso como professor, sua própria estima e bem estar. Afinal, se nenhum aluno aprendesse, o problema seria com ele.
A questão é que sim, que os alunos aprendam, mas não tão bem a ponto de ameaçar seu status de mestre, de superioridade intelectual (ou de habilidade, destreza ou prática).
Pouquíssimos mestres abandonam o orgulho. Pouquíssimos mestres não se preocupam mais em ser ou não ameaçados por seus brilhantes alunos. Apenas se dedicam e tentam ensinar o melhor que podem. Toda ameaça simplesmente perde a razão de ser. Eles não temem mais perder o status porque já não dependem dele.
Ironicamente, são esses os mestres que permanecem inalcançáveis aos seus discípulos. São esses professores que realmente se tornam insubstituíveis.
Não é incrível que só quando a gente para de tentar ser, é que de fato se é?
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